Não é de hoje que Central do Maranhão sofre com a ingerência da administração pública, mas em meio à pandemia do Coronavírus, a situação tem se agravado ainda mais.
Desde o dia 15 de maio, quando a Secretaria Municipal de Saúde divulgou em seu boletim epidemiológico o primeiro caso de óbito ocasionado pelo Coronavírus, o pavor e o medo tomaram conta de parte da população que há décadas sofre com a ausência de uma política pública de saúde preventiva e diagnóstica.
Diante da tamanha ingerência, aqui será apresentado em duas publicações, uma pequena análise do atual cenário da pandemia em Central, e que exige ações concretas e enérgicas do poder público para conter o avanço do vírus e prevenir ações de corrupção no poder executivo e legislativo. A primeira parte sendo publicada dia 11/06 e a segunda parte, será publicada dia 12/06.
Falta de ações preventivas no combate do Covid-19
Como dito acima, Central do Maranhão nunca teve um plano de ações preventiva e diagnóstica na área da saúde. A reforma do Hospital Municipal Nossa Senhora da Conceição, iniciada em 29 de outubro de 2018 orçado em 1.018.475,03 (hum milhão, dezoito mil, quatrocentos e setenta e cinco reais e três centavos) nunca foi concluído.
No mês de março, correu pelas redes sociais fotos de equipamentos que chegaram para a unidade de saúde, equipamentos que nunca foram instalados, e que já poderiam estarem servido para bem atender a população, que dependem do Hospital Santa Casa em Cururupu e do Hospital Regional em Pinheiro, até mesmo para fazer exames básicos, a Secretaria Municipal de Saúde não disponibiliza equipamentos para a população, dependendo dos municípios vizinhos para serem atendidos.
Para o combate do Coronavírus, a situação não tem sido diferente. É desconhecido pela população um plano de combate e prevenção da doença, enquanto ela se espalha pela cidade em meio a falta de capacidade de oferecerem serviço de saúde para a população. Até o momento, a Secretaria de Saúde limitou-se à aferição de temperatura na entrada e saída da cidade, a edição de um Decreto de Calamidade pública pelo prefeito e no hospital sem estrutura alguma, o atendimento de pessoas com sintomas de Covid, e em casos mais graves, encaminhando para Pinheiro ou Cururupu.
Há tempo, todos os municípios da região, ou a sua maioria, já tomaram ações preventivas mais profundas para o combate do Covid-19, como exemplo, a restrição e fiscalização nos acessos às cidades, realização de testes, intensificação das equipes de trabalho e conscientização da população para a necessidade dos cuidados, enquanto isso, Central do Maranhão permitia o acesso livre à cidade, principalmente aos domingos, quando acontece a tradicional feira, que recebe pessoas de todos os municípios da região, e para piorar, o prefeito com o seu secretário de saúde, se recusam manifestarem publicamente para esclarecerem as medidas tomadas e para orientar a população.
Decreto de Calamidade Pública
Dia 18 de maio, o prefeito decretou situação de Calamidade Pública no Município de Central do Maranhão pelo Decreto Nº 012/2020, em virtude do aumento do número de casos suspeitos e confirmados de contaminação pelo Coronavírus (COVID-19) no Município e no Estado do Maranhão, sendo o decreto reconhecido pela Assembleia Legislativa do Maranhão dia 25 de maio. E a pergunta que fica é: o que mudou depois que foi decretado a situação de calamidade pública?
A resposta, todos os centralenses já sabem: Nada mudou, pelo contrário aumentaram os números de infectados e os números de óbitos pelo Coronavírus. Hoje já somam 14 pessoas infectados e 3 mortes, segundo o último boletim da Secretaria de Saúde, divulgado dia 10/06.
Boletins Epidemiológicos
Em central não é novidade a falta de transparência do poder executivo e do legislativo, mas se esperava mais clareza nas informações em meio a uma pandemia que tem matado milhares de pessoas pelo mundo.
Os boletins epidemiológicos deveriam servir pra informar a população da situação da pandemia na cidade, mas o que se observa é a falta de sintonia nas atualizações nos meios de comunicação da prefeitura e da Secretaria Municipal de Saúde. Isso fica bem claro, quando se busca informações nos flyers divulgados pela Secretaria e quando se consulta o portal da prefeitura na internet, as informações são divergentes e um espaço distante das atualizações dos dados da pandemia, como pode-se observar nas imagens abaixo, um sendo atualizado dia 10/06 e o outro dia 12/05, com dados diferentes.
Acesse aqui o Portal da Transparência da Prefeitura
Pra piorar a situação, os boletins epidemiológicos da Secretaria de Saúde, não estão de acordo com os boletins divulgados pelo Governo do Estado do Maranhão. Consultando ambos boletins dia 11 de junho, referente ao dia 10 de junho se constata o seguinte: a Secretaria de Saúde informa que há 14 casos confirmados na cidade, enquanto o boletim do Estado, informa que há apenas 07 casos confirmados, como se pode observar nas imagens abaixo.
Acesse aqui o Boletim oficial do Governo do Estado do Ma (Dia 10/06
Na próxima postagens, que será publicada dia 12, iremos avançar na
liberação dos recursos e a falta de transparência da Prefeitura Municipal de
Central do Maranhão na gestão dos recursos públicos destinados para a saúde e
para o combate do Covid-19. Aguarde!



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